Pipoca em Alta: Cinemas Apresentam Moana e A Morte do Demônio
Nesta quinta-feira (9/7), os cinemas recebem as estreias da adaptação live-action de “Moana” e “A Morte do Demônio: Em Chamas”, que é o mais recente título da consagrada franquia de terror que começou nos anos 1980. Ambos os filmes atraem públicos bastante diferentes, portanto não competem entre si. Além dessas produções, a programação inclui três longas brasileiros, destacando a estreia de Paolla Oliveira no gênero de terror, assim como uma comédia adulta dirigida por Olivia Wilde e um drama musical histórico sobre Vivaldi.
🎞️ MOANA
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A nova versão em live-action de “Moana” chega uma década após o lançamento da animação de 2016, que se tornou um dos sucessos mais assistidos da Disney na plataforma de streaming e gerou uma continuação animada que arrecadou bilhões. Sob a direção de Thomas Kail, conhecido por sua adaptação cênica de “Hamilton”, o filme reconta a jornada da jovem escolhida pelo oceano, apresentando uma aventura musical repleta de cantos, danças e coreografias inspiradas nas culturas do Pacífico.
Catherine Laga’aia assume o papel titular após um extenso processo seletivo internacional que atraiu milhares de candidatas. Filha do ator samoano Jay Laga’aia, a atriz australiana interpreta Moana, um personagem originalmente dublado por Auli’i Cravalho, agora produtora executiva deste longa. Dwayne Johnson retorna como Maui, papel que já interpretou na animação original, cuja concepção visual foi influenciada por seu avô, o lutador samoano Peter Maivia.
A narrativa mantém os elementos fundamentais da história já conhecida: Moana deixa sua ilha natal, Motunui, para restaurar o equilíbrio perturbado por uma maldição e convence Maui a acompanhá-la nesta travessia. O elenco conta também com John Tui como Chefe Tui (“Young Rock”), Frankie Adams como Sina (“The Expanse”), Rena Owen como Vovó Tala (“Siren: A Lenda das Sereias”) e Jemaine Clement como Tamatoa (“O Que Fazemos nas Sombras”). A equipe musical inclui nomes associados à animação anterior, como Lin-Manuel Miranda, em um projeto que busca capturar visualmente o repertório que tornou o original tão popular.
No entanto, a falta de inovações é um ponto negativo perceptível na produção, que replica muitos dos momentos da animação quase sem alterações e sem a mesma novidade que fez dela um sucesso anteriormente.
🎞️ A MORTE DO DEMÔNIO: EM CHAMAS
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O mais recente filme da famosa saga criada por Sam Raimi retoma a temática da possessão em uma nova trama centrada em uma mulher após “A Morte do Demônio: A Ascensão” (2023). Alice, interpretada por Souheila Yacoub (“Duna: Parte Dois”), busca refúgio na casa isolada dos sogros enquanto lida com o luto pela morte do marido. Porém, a visita se transforma em uma luta pela sobrevivência quando forças demoníacas começam a tomar conta da família.
Sébastien Vanicek dirige esta nova entrega após chamar atenção com “Infestação”, um filme sobre aranhas. Ele coescreve o roteiro junto com Florent Bernard e mantém características centrais da franquia, como possessão e isolamento familiar, mas desloca a ameaça para um contexto de viuvez e obrigações familiares. Momentos impactantes estão presentes no filme, incluindo cenas grotescas como dedos sendo arrancados em portas de carros e uma mulher possuída consumindo cera quente.
A obra também se conecta diretamente a “A Ascensão”, trazendo Jessica (Anna-Maree Thomas), a personagem possuída que apareceu na sequência inicial do filme anterior. Na nova trama, ela é responsável pelo trágico acidente de carro que resulta na morte do marido de Alice. O elenco ainda conta com Hunter Doohan (“Wandinha”), Luciane Buchanan (“O Agente Noturno”), Tandi Wright (“Pearl”) e Erroll Shand (“Nossa Bandeira É a Morte”).
🎞️ HERANÇA DE NARCISA
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Este é o primeiro filme de terror estrelado por Paolla Oliveira e transforma um inventário familiar em uma narrativa sobrenatural. Vencedora da mostra Novos Rumos no Festival do Rio, a trama gira em torno do relacionamento entre Ana e sua mãe falecida Narcisa. Após a morte da mãe vedete, Ana visita o antigo casarão familiar para implementar planos de venda e dividir os lucros com seu irmão Diego (Pedro Henrique Müller), mas logo se vê confrontada com legados emocionais difíceis de superar.
A presença de Narcisa permanece imersa na casa e nos objetos dela; suas relações mal resolvidas com Ana criam um ambiente onde memória, culpa e dependência emocional colidem após sua morte.
Clarissa Appelt e Daniel Dias assinam tanto direção quanto roteiro. Ambos possuem formação em roteiros nos Estados Unidos: Clarissa dirigiu “A Casa de Cecília”, exibido em Tiradentes; enquanto Daniel foi roteirista do sucesso “Nosso Sonho”, maior bilheteira brasileira deste ano. “Herança de Narcisa” marca a estreia da dupla como codiretores.
🎞️ OS EMERGENTES
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A comédia brasileira aborda mudanças sociais através da narrativa sobre uma família rica carioca que perde sua fortuna e precisa contar com seus antigos empregados para sobreviver. A história coloca os ex-patrões nas funções dos empregados que agora alcançaram riqueza.
Diferente do clichê onde personagens são deslocados para situações econômicas adversas sem referência ao contexto anterior, este filme mantém os personagens dentro do mesmo cenário consumista ao qual estavam acostumados, mas agora sem poder econômico para dominá-lo. Alexandra Richter (“Vai que Cola”) e Nelson Freitas (“Minha Mãe É Uma Peça”) interpretam o casal forçado a reconsiderar seu status social após serem despojados das condições que sustentavam sua vida privilegiada. O elenco ainda inclui Rafael Cardoso (“Império”), Paulinho Serra (“Vai que Cola”), Mônica Carvalho (“Mulheres de Areia”) e Lucas Penteado (“Nosso Sonho”).
🎞️ O CONVITE
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Esta comédia dramática é um remake americano do filme espanhol “Sentimental”, dirigido por Cesc Gay. Utilizando um jantar entre vizinhos como pano de fundo para desmontar as aparências de dois casamentos, Olivia Wilde não apenas dirige mas também atua no papel de Angela, casada com Joe (Seth Rogen), cuja relação está desgastada antes da chegada dos vizinhos Piña (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton).
A noite inicia-se como uma simples reunião social antes de evoluir para propostas sexuais que forçam os anfitriões a confrontar suas frustrações pessoais. O foco não está tanto no escândalo gerado pela situação quanto nas interações verbais entre os quatro adultos tentando lidar com seu desconforto emocional. A estrutura baseada em diálogos desenvolve embaraços e dinâmicas de poder dentro desse espaço confinado.
O roteiro foi escrito pelos também atores Rashida Jones (“Parks and Recreation”) e Will McCormack (responsável pelo roteiro de “Toy Story 4”). Apresentado no Festival de Sundance, o filme gerou competições pela distribuição e obteve aprovação crítica impressionante no Rotten Tomatoes com 94%. Além disso, trouxe Olivia Wilde novamente ao circuito artístico após seu trabalho anterior em ficção científica retro “Não Se Preocupe, Querida”. A trilha sonora foi composta por Devonté Hynes associado ao projeto Blood Orange enquanto Yorgos Mavropsaridis assina a montagem.
🎞️ PRIMAVERA
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A adaptação cinematográfica do romance “Stabat Mater” por Tiziano Scarpa marca a estreia no cinema do diretor italiano Damiano Michieletto — reconhecido no universo operístico — retratando os primórdios da carreira de Antonio Vivaldi. Contudo, Michieletto evita rotular seu trabalho como cinebiografia; ele foca menos na figura do compositor célebre por “As Quatro Estações” e mais nas experiências das meninas do Ospedale della Pietà — instituição veneziana dedicada às órfãs que tinha uma orquestra feminina no século XVIII.
O roteiro elaborado por Ludovica Rampoldi (“O Traidor”) se concentra numa fase anterior à fama adquirida por Vivaldi enquanto ele trabalhava na orquestra da Pietà. A verdadeira protagonista é Cecilia — uma jovem violinista órfã — imersa num ambiente onde música representa tanto oportunidade quanto aprisionamento. A chegada do compositor Vivaldi (Michele Riondino) muda totalmente sua visão sobre talento pessoal frente às restrições impostas às mulheres daquela época nas apresentações públicas.
A formação operística do diretor se reflete nas relações entre corpo, espaço e música à medida que a câmera explora as experiências vividas pela protagonista confinada. O trabalho recebeu quatro prêmios David di Donatello (equivalente ao Oscar italiano) nas categorias Música, Som, Figurino e Maquiagem.
🎞️ TOQUINHO – ENCONTROS E UM VIOLÃO
No momento em que Toquinho completa seus 80 anos essa semana chega aos cinemas um documentário que transforma esse aniversário numa reflexão sobre sua carreira sem restringir-se apenas a homenagens formais. Sob direção de Erica Bernardini , o filme narra trajetória do músico através depoimentos pessoais , apresentações , bastidores , além de imagens raras , tendo Toquinho como narrador central dessa narrativa...“
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A obra abrange desde sua formação musical até processos criativos , parcerias artísticas , mantendo sempre conexão com sua identidade tanto como intérprete quanto compositor . Entre os depoimentos estão figuras conhecidas como Ornella Vanoni , Pedro Bial , Ivan Lins , Roberto Rivellino e Jane Duboc , refletindo sobre as diversas dimensões abordadas por Bernardini . O resultado final busca conectar palco , memórias pessoais e circulação internacional , apresentando Toquinho não apenas como ícone da música brasileira mas também como artista moldado pela troca cultural entre repertórios populares , herança italiana e colaborações duradouras. p>
