Pipoca em Foco: “Homem-Aranha: Um Novo Dia” Brilha como a Principal Atração nos Cinemas
A película “Homem-Aranha: Um Novo Dia” se destaca como o grande acontecimento cultural da semana nas salas de cinema. Este é o quarto longa-metragem de Tom Holland interpretando o icônico herói das histórias em quadrinhos, que estreia após o sucesso colossal de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que arrecadou impressionantes US$ 1,92 bilhão em todo o mundo, tornando-se a maior bilheteira da história da Sony Pictures.
As expectativas para este lançamento estão altíssimas, uma vez que o filme continua diretamente a narrativa do anterior e também apresenta uma nova personagem crucial para os futuros enredos da Marvel.
No circuito cinematográfico mais restrito, a programação inclui lançamentos nacionais e filmes europeus.
🎞️ HOMEM-ARANHA: UM NOVO DIA
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Nesta quarta aventura solo de Tom Holland como Peter Parker, a trama aborda as consequências drásticas de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”. Quatro anos depois de apagar sua existência da memória coletiva, o herói vive sozinho e dedica-se integralmente ao combate ao crime, enquanto observa à distância as novas vidas de MJ e Ned. Destin Daniel Cretton, conhecido por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, assume a direção, substituindo Jon Watts. O roteiro é assinado pelos experientes Chris McKenna e Erik Sommers, que já participaram do filme anterior. A nova direção traz Peter de volta às ruas de Nova York, transformando seu isolamento em um tema central da narrativa.
Holland apresenta um Peter Parker menos inquieto e mais consumido pelo sacrifício que fez. As interações com Zendaya (MJ) e Jacob Batalon (Ned) acentuam esse peso emocional: ambos continuam sendo fundamentais em sua vida, mas agora se comportam como estranhos.
Adicionalmente, Peter começa a enfrentar estranhas mutações enquanto uma antagonista enigmática, interpretada por Sadie Sink (“Stranger Things”), invade mentes alheias para atacar o Departamento de Controle de Danos. O Escorpião, vivido por Michael Mando (“Better Call Saul”), é uma das primeiras vítimas dessa possessão. A investigação aproxima o Homem-Aranha de Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo), criando uma parceria conflituosa com o Justiceiro (Jon Bernthal).
Cretton mescla suspense psicológico com elementos de horror corporal em cenas recheadas de ação física e acrobacias aéreas. A fotografia de Brett Pawlak (“Luta por Justiça”) intensifica a sensação de velocidade e altura nos deslocamentos do herói, especialmente quando ele despenca entre os prédios antes de lançar sua teia.
Repleto de referências às histórias em quadrinhos clássicas do Homem-Aranha, “Um Novo Dia” busca conectar ainda mais o personagem às páginas da Marvel como nenhum outro filme antes fez. Parte dos seus 145 minutos é dedicada à origem de Jean Grey — um “segredo” já revelado nas redes sociais antes da estreia — preparando terreno para futuras narrativas. Essa linha só é retomada quando Peter enfrenta a impossibilidade de retornar à vida que sacrificou. Mesmo explorando as grandes conexões do MCU (Universo Cinematográfico Marvel), a verdadeira força desta narrativa reside na solidão desse herói amplamente reconhecido e no homem que ninguém consegue recordar.
🎞️ AS CORES DO TEMPO
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A comédia dramática dirigida por Cédric Klapisch (“O Albergue Espanhol”) inicia sua narrativa quando cerca de trinta familiares herdam uma casa abandonada na Normandia. Os personagens Seb, Abdel, Céline e Guy — interpretados por Abraham Wapler (“Andor”), Zinedine Soualem (“Setembro 5”), Julia Piaton (“Que Mal Eu Fiz a Deus?”) e Vincent Macaigne (“As Coisas que Dizemos, as Coisas que Fazemos”) — são encarregados da avaliação do imóvel.
Objetos pessoais, fotografias e uma pintura levam o grupo até as memórias de Adèle, uma ancestral vivida por Suzanne Lindon (“Primavera em Paris”). Aos 20 anos, ela deixa seu lar rural para ir à Paris em busca da mãe e encontra tanto um pintor quanto um fotógrafo durante o surgimento do impressionismo e das primeiras imagens em movimento.
A fluidez na montagem conecta diferentes épocas enquanto a cinematografia aproxima a estética cinematográfica das artes plásticas. O diretor transita entre os dois períodos com naturalidade e insere figuras históricas como Claude Monet e Nadar sem transformar sua obra em um mero relato sobre história da arte. Ao contrário disso, oferece uma narrativa sobre memória, legado e como o passado ressurge nas decisões atuais. Apresentado fora da competição em Cannes, o filme obteve 96% de aprovação no Rotten Tomatoes.
🎞️ MARGEADO
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No seu primeiro longa-metragem, Diego Zon cria um drama brasileiro que retrata uma comunidade pesqueira afetada pelo colapso de uma barragem que despejou lama contaminada no rio. Danilo Andrade (“Os Lados da Rua”), Verônica Gomes (“Os Primeiros Soldados”) e Antônio Pitanga (“Barravento”) lideram o elenco.
A narrativa inicial foca em Yara (Gomes) enquanto ela navega entre lares devastados por práticas ambientais criminosas. Dingue (Andrade) opta por deixar sua cidade natal montado numa motocicleta. Sua jornada muda a localização da história do litoral para as montanhas capixabas onde trabalhos temporários e reencontros criam um percurso sem destino certo.
A captura visual feita por Renato Ogata confere ao cenário um forte apelo documental, ligando a ficção aos desastres ambientais causados por barragens no Brasil. Contudo, com duas horas e meia de duração, “Margeado” acaba diluindo parte dessa força entre diversos núcleos narrativos dispersos e diálogos excessivamente solenes.
🎞️ AQUELE QUE VIU O ABISMO
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A coprodução entre Brasil e China resulta numa ficção científica experimental dirigida por Gregorio Gananian (“Inaudito”) junto ao músico Negro Leo. Filmada majoritariamente na China durante uma residência artística, essa obra projeta um futuro marcado pela escassez recursos naturais e vigilância corporativa intensa.
Negro Leo desempenha X — um personagem guiado por visões num cenário permeado por assassinatos promovidos pela corporação ProLife que promete melhorar a vida dos cidadãos numa distopia opressiva. Ava Rocha (“A Alegria É a Prova dos Nove”) e Clara Choveaux (“Os Primeiros Soldados”) compõem um elenco onde os personagens se conectam mais através dos sons e performances do que através das relações tradicionais.
A edição realizada por João Dumans (“Arábia”) e Gananian utiliza descontinuidade como estrutura narrativa enquanto a trilha sonora criada por Henri Daio e Negro Leo transforma os sons em gatilhos visuais poderosos. Esse método foi predominantemente improvisado: primeiro vieram as performances seguidas pela escrita do roteiro. Vencedora do Troféu Carlos Reichenbach na Mostra Olhos Livres durante a Mostra Tiradentes, esta produção recebeu elogios por sua liberdade formal embora tenha gerado uma narrativa hermética que prejudica seu desenvolvimento dramático.
🎞️ AS AVES
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A produção portuguesa dirigida por Pedro Magano (“Luana”) combina o conto “A Morte, o Tempo e o Velho”, escrito por Mia Couto com a peça homônima de Aristófanes. Gustavo Sumpta (“Nação Valente”) atua ao lado da estreante Mafalda Rocha nesta fábula filmada na Ria de Aveiro com estrutura baseada no movimento das marés.
Sumpta interpreta um velho isolado entre margens lamacentas que despreza os divinos enquanto dialoga com Poupa — uma calopsita presa numa gaiola. Nos livros encontrados em furtivas visitas à biblioteca local ele imagina outra vida desejando criar Nefelocucolândia — um espaço ideal para humanos conviverem livremente com aves. A chegada tanto da Morte quanto do Tempo transforma esse desejo num verdadeiro embate.
A narrativa circular transforma repetição e mortalidade em organização dramática eficaz refletindo sobre passagem do tempo. As paisagens moldadas pelas marés transmitem sensações purgatórias enquanto monólogos curtos aproximam este filme das experiências teatrais.
🎞️ A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO
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A documentarista Eliza Capai (“Espero tua (Re)volta”, “Incompatível com a Vida”) retorna à Guaribas no Piauí para registrar meninas transitando da infância para adolescência dentro comunidades fortemente influenciadas pelo evangelismo. Elas conversam com mães e avós enquanto encenam histórias familiares ou imaginam máquinas capazes de levá-las ao passado ou ao futuro — onde sonham ser adultas independentes profissionalmente realizadas longe das limitações impostas pelas mulheres nas gerações anteriores marcadas pela fome e trabalho precoce.
Relatos bíblicos sobre gênero desigualdade social permeiam essas encenações elaboradas pelas próprias crianças tornando-se parte essencial do projeto narrativo.
A fotografia capturada por Carol Quintanilha juntamente com design sonoro preserva um tom lúdico sem perder foco nos conflitos presentes.
Ao dividir decisões narrativas junto às crianças Capai transforma memória oral numa rica criação cinematográfica evitando assim reducionismos relacionados à pobreza.
O filme abriu as exibições na mostra Generation Kplus no Festival Internacional de Berlim conquistando prêmios nas categorias Direção Trilha Sonora Elenco Crítica no Cine PE.
🎞️ NÃO SEI VIVER SEM PALAVRAS
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No seu longa-metragem inaugural fotógrafo André Brandão retrata Ignácio Loyola Brandão – pai do cineasta premiado autor dos romances “Zero” “Não Verás País Nenhum” membro respeitado da Academia Brasileira Letras além cinco vezes laureado com Prêmio Jabuti.
O projeto nasceu através filmagens caseiras juntamente entrevistas realizadas entre pai filho durante esse período especial juntos.
A coletânea apresenta fotografias comentadas cartões culturais cartas também inclui rolos Super-8 registrados pelo próprio Ignácio abrangendo São Paulo Araraquara Berlim além cotidiano familiar episódios nascimento André convertendo escritor simultaneamente personagem narrador autor parte arquivo visual.
Produzido durante convivência ambos pandemia documentário atravessa obra autor bem sua antiga paixão cinema algumas passagens sobre relação entre pai filho dispersam conjunto todavia essa proximidade proporciona acesso difícil ser obtido outro diretor.
🎞️ LISTA DE DESEJOS PARA SUPERAGÜÍ
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Este documentário acompanha Olivares Gomes conhecido como Martelo pescador setentão aguardando aposentadoria enfrentando desafios impostos isolamento Ilha Superagüí litoral Paraná.
Por meio dele diretor estreante Pedro Giongo escuta outros moradores comunidade caiçara reunindo depoimentos relacionados trabalho transporte proteção ambiental condições dignas vida.
A câmera respeita ritmo ilha evitando transformar habitantes meras ilustrações abandono paisagem deixa ser cartão-postal revela tensão preservação sobrevivência ausência poder público.
Vencedor Mostra Aurora na Mostra Tiradentes “Lista Desejos Superagüí” encontra força observação paciente intimidade conquistada personagens.
🎞️ A PROFESSORA DE PIANO
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Um clássico dirigido Michael Haneke (“Amor”, “A Fita Branca”) retorna cinemas versão restaurada sob supervisão próprio diretor.
Adaptado romance “A Pianista” Elfriede Jelinek reúne Isabelle Huppert (“Elle”), Annie Girardot (“Rocco Seus Irmãos”) Benoît Magimel (“Pacifiction”) estudo repressão controle violência.
Huppert vive Erika Kohut professora Conservatório Viena relacioanamento dependência hostilidade mãe rotina disciplina musical oculta voyeurismo automutilação fantasias sadomasoquistas até aproximação aluno transforma desejo humilhação domínio disputa destrutiva.
Haneke filma relação sem romantizações explicações reconfortantes disciplina música clássica frieza ambientes contrastam brutalidade física emocional personagens enquadramentos estáveis cortes secos recusa explicações psicológicas fáceis mantêm violência fora qualquer efeito conciliador musical Schubert Schumann funciona extensão disciplina organiza aprisiona Erika obra recebeu Grand Prix Cannes além prêmios atuação Huppert Magimel.
