Anitta enfrenta críticas dos fãs após rejeitar convite para vídeo com Lula: “Decisão pessoal
Conflito entre fãs e Anitta
A conta Anitta Press, uma das mais influentes entre os admiradores da cantora, fez um apelo público nesta quarta-feira (7/10) após a artista recusar a pressão para gravar um vídeo explícito apoiando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno. Anitta descreveu algumas dessas solicitações como “chatas” e “insuportáveis”, argumentando que uma manifestação dessa natureza não ajudaria a persuadir eleitores fora de seu círculo de apoio. A resposta do fã-clube foi contundente: “33 milhões de abstenções (como a sua) e você dizer que quem está pedindo apoio é chato e insuportável, É UMA ESCOLHA.”
Posicionamento de Anitta
Anitta não se comprometeu a permanecer em uma posição neutra ou a se afastar da política durante as eleições. Em um comentário no Instagram, ela esclareceu que não tem intenção de gravar o vídeo solicitado pelos fãs neste momento, pois acredita que essa estratégia seria ineficaz para conquistar pessoas que ainda não compartilham de sua visão. “Tem gente chata, insuportável que JURA que fazer um vídeo com a minha cara falando AGORA vai ajudar em alguma coisa a SAIR DA BOLHA? Não quero falar apenas para quem JÁ CONCORDA com meu posicionamento. Chega a ser frustrante lidar com essas cobranças infundadas sobre algo que na prática não adianta em nada”, publicou.
A artista também mencionou o risco de sua imagem ser utilizada pela campanha adversária e afirmou estar buscando outras formas de contribuir para o processo eleitoral. “A situação só piora porque dá espaço para o outro lado usar minha imagem para fazer campanha contrária. Há razões pelas quais as coisas estão assim, principalmente pela esquerda não saber utilizar as redes sociais… e por ficarem ENCHENDO O SACO E O ANJO DA GUARDA de quem está tentando agir de maneiras mais eficazes.” Anitta sugeriu concentrar esforços nos dias que antecedem a votação.
Fãs relembram causas defendidas pela artista
A Anitta Press contestou a noção de que pedir uma manifestação mais clara seria um comportamento “chato e insuportável”. “Você também foi chata e insuportável ao falar sobre direitos indígenas, proteção da Amazônia, respeito ao funk, violência nas favelas, ataques contra mulheres, transfobia, exploração trabalhista e intolerância religiosa. E nós estivemos ao seu lado”, afirmou a página.
Essa cobrança resgata um histórico político construído pela própria artista. Em 2022, Anitta declarou seu apoio a Lula e fez campanha contra Jair Bolsonaro (PL). Embora não tenha revelado nominalmente seu voto na eleição atual, antes do primeiro turno ela indicou que escolheria candidatos opostos às apostas conservadoras, defendeu o fim da tabela 6×1 e uma maior presença feminina na política. Lula se manifestou sobre a publicação dizendo que, embora o voto seja secreto, ela havia deixado um “tutorial”.
Após o primeiro turno, Anitta também compartilhou vídeos críticos sobre Flávio Bolsonaro, abordando questões como falta de propostas, intolerância religiosa e avanço do conservadorismo. Ao mesmo tempo, comentou com um emoji de alvo uma postagem que promovia a manutenção das amizades entre eleitores de Lula e Flávio. Esse conjunto de ações ajuda a esclarecer por que parte dos seus fãs interpreta sua recusa ao vídeo explícito não como ausência total de posicionamento, mas como uma escolha sobre até onde ela deseja levar sua influência nas campanhas eleitorais.
Mobilização dos fandoms no segundo turno
A repercussão ocorre em meio à mobilização de páginas dedicadas a artistas brasileiros e internacionais que começaram a utilizar suas redes sociais para apoiar Lula. Fãs de Anitta, Beyoncé, Taylor Swift, BTS, BLACKPINK, Lady Gaga e outros artistas anunciaram que disponibilizariam seus canais para conteúdos direcionados aos indecisos e à luta contra a abstenção.
Aproximadamente 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, representando 21,08% do eleitorado – o maior índice de abstenção registrado em uma primeira fase presidencial desde a redemocratização.
