Carla Camurati planeja trazer de volta o elenco de “Carlota Joaquina” para uma nova fase da história
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Sequência com o elenco original
A cineasta Carla Camurati compartilhou sua intenção de produzir uma sequência para “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (1995), mantendo o mesmo elenco que fez parte do filme anterior. Durante sua participação no programa “Sem Censura”, apresentado por Cissa Guimarães na TV Brasil, ela mencionou os retornos de Marieta Severo no papel de Carlota Joaquina, Marco Nanini como Dom João VI e Marcos Palmeira interpretando Dom Pedro I.
Como seria o novo filme?
Carla expressou que a nova produção manterá a mesma abordagem estilística do primeiro filme: “É a mesma linguagem, tenho o mesmo elenco”. A diretora pretende também continuar utilizando narradores externos que contam a história do Brasil, um dos aspectos marcantes do longa-metragem original.
“O interessante é exatamente essa narrativa de fora da história e de outro país. Isso dá uma liberdade à imaginação”, esclareceu. Além disso, Carla reafirmou seu compromisso em conservar o tom irreverente ao revisitar figuras históricas, destacando que “as histórias do Brasil são engraçadas e absurdas”.
Filme marcou a Retomada
<p“O longa ‘Carlota Joaquina, Princesa do Brasil’ se consolidou como um ícone da Retomada do cinema nacional, um período em que houve uma recuperação da indústria cinematográfica após a crise gerada pelo fim da Embrafilme durante o governo Fernando Collor. Lançado em um momento desafiador para a produção e distribuição de filmes brasileiros, ele conseguiu atrair 1,286 milhão de espectadores aos cinemas, conforme dados da Ancine.
A magnitude desse resultado é ainda mais impressionante considerando que o filme esteve em exibição simultaneamente em apenas 33 salas. Trinta anos depois de seu lançamento inicial, a obra retornou às telonas com uma versão restaurada em 4K em 2025, celebrando suas três décadas e reacendendo o interesse do público pela sátira estrelada por Marieta Severo e Marco Nanini, que trabalharam juntos seis anos antes na série “A Grande Família”.
Carla quer filmes que permaneçam
A motivação para revisitar a história de Carlota está atrelada à visão de Carla sobre sua obra. “Desejo criar filmes com conteúdo que não se percam com o tempo. Trabalho arduamente e sempre digo: ‘Aquilo não pode desaparecer completamente. Daqui a 30 anos, alguém precisa achar que valeu a pena. Ele deve sobreviver e permanecer na história’”, comentou.
Antes de se estabelecer como diretora, Carla foi uma figura proeminente na televisão brasileira nos anos 1980. Ela participou de diversas novelas da Globo, como “Champagne” (1983), “Livre para Voar” (1984) e “Fera Radical” (1988), mas gradualmente deixou a atuação para se dedicar à direção, roteirização e produção.
Seu projeto mais recente é o documentário “Raízes do Sagrado Feminino”, lançado neste ano, que explora as influências das tradições do Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo sobre o papel das mulheres na sociedade ao longo da história.
