Filme sobre Michael Jackson conquista novo recorde nas bilheteiras
Estreia marcante nas salas de cinema
A cinebiografia intitulada “Michael”, que retrata a vida de Michael Jackson, fez sua estreia nas telonas arrecadando US$ 97 milhões nos Estados Unidos e US$ 217 milhões em todo o mundo durante seu primeiro fim de semana.
Quais foram os recordes alcançados pelo filme?
Os números obtidos configuram a maior abertura da história para uma biografia cinematográfica. O filme conseguiu superar o recorde anterior de “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.” (US$ 60 milhões) de 2015, além de ultrapassar a estreia de “Bohemian Rhapsody” (US$ 51 milhões), lançado em 2018, que após sua exibição totalizou impressionantes US$ 910 milhões.
Além disso, “Michael” alcançou o segundo maior lançamento de 2026, ficando atrás apenas da animação “Super Mario Galaxy: O Filme”, que arrecadou US$ 131 milhões em abril deste ano.
Como foi a recepção do público?
Apesar das críticas desfavoráveis da maioria dos especialistas (com uma taxa de aprovação de apenas 38% no Rotten Tomatoes), o filme obteve uma nota “A-” nas pesquisas pós-exibição realizadas pelo CinemaScore. A crítica considerou que a película apresenta uma versão suavizada da vida do ícone pop, evitando abordar controvérsias significativas, como as alegações de abuso sexual infantil que surgiram no final de sua trajetória. Contudo, o longa tem se mostrado um atrativo nostálgico e um verdadeiro karaokê coletivo entre os espectadores.
Assim como “Bohemian Rhapsody” e “Elvis”, o filme encantou o público ao reviver emocionantes cenas de performances ao vivo. Sucessos como “Billie Jean”, “Thriller” e “Beat It” tornaram-no atraente para as salas IMAX, que representaram 14% da bilheteira na América do Norte (equivalente a US$ 13,8 milhões) e US$ 24,5 milhões globalmente — estabelecendo um novo recorde para estreias nesse formato dentro do gênero.
Adam Fogelson, presidente da Lionsgate, expressou satisfação com a reação do público e os resultados financeiros: “É evidente que eles estão se divertindo, e isso é um ótimo sinal para as semanas seguintes de exibição”, afirmou o executivo.
Produção e orçamento elevado
A direção ficou sob responsabilidade de Antoine Fuqua (“O Protetor”), acompanhando desde os primeiros passos do grupo Jackson 5 até a ascensão internacional do cantor. O protagonista é interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do artista na vida real, com Colman Domingo (“Euphoria”) e Nia Long (“Certas Pessoas”) interpretando seus pais, Joe e Katherine.
A narrativa é encerrada durante a turnê da era “Bad”, em 1988; no entanto, devido ao sucesso imediato nas bilheteiras, a Lionsgate já considera produzir pelo menos mais uma sequência para explorar os anos seguintes da vida do cantor.
A recuperação financeira da Lionsgate
Com um orçamento que atingiu US$ 200 milhões, esta produção torna-se uma das cinebiografias mais onerosas já realizadas. Os custos foram compartilhados entre a Lionsgate, Universal Pictures (responsável pela distribuição internacional) e o espólio do artista.
O desempenho financeiro compensou essa alta despesa e representa o maior sucesso da Lionsgate em mais de dez anos, desde o lançamento de “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” (US$ 102 milhões) em 2015. Se as vendas ultrapassarem US$ 700 milhões globalmente, “Michael” se tornará um dos filmes mais lucrativos da companhia, hoje ocupando posições dominadas por “Jogos Vorazes: Em Chamas” (US$ 865 milhões), “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” (US$ 848 milhões) e “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” (US$ 759 milhões).
A boa performance nas bilheteiras marca uma recuperação significativa para a Lionsgate após um período desafiador em 2024, caracterizado por vários insucessos comerciais incluindo produções com grandes investimentos como “Borderlands” e o reboot de “O Corvo”.
Análise do Top 5 das bilheteiras
Sendo o único grande lançamento da semana, a cinebiografia liderou as bilheteiras nos Estados Unidos. O filme anterior no topo, “Super Mario Galaxy: O Filme”, caiu para a segunda colocação após três semanas dominando. Esta animação arrecadou mais US$ 21,2 milhões e atingiu um total de US$ 384 milhões domésticos, superando a impressionante marca global de US$ 800 milhões.
No terceiro lugar ficou “Devoradores de Estrelas”, um épico espacial estrelado por Ryan Gosling (“O Dublê”), que rendeu US$ 13,2 milhões em sua sexta semana nas telonas, acumulando até agora US$ 305 milhões nos Estados Unidos e US$ 613 milhões mundialmente. Completaram o Top 5 os filmes “A Maldição da Múmia” (US$ 5,6 milhões) e “O Drama” (US$ 2,6 milhões).
