Luto no mundo do Rock: Phil Campbell, ex-guitarrista do Motörhead, nos deixa
Despedida de uma lenda
Phil Campbell, renomado guitarrista da banda Motörhead por mais de trinta anos, nos deixou aos 64 anos de idade. A notícia foi confirmada por sua família por meio de um comunicado nas redes sociais no último sábado (14/3), informando que ele faleceu pacificamente durante a noite. A família revelou que ele enfrentou uma longa batalha na terapia intensiva após uma cirurgia complexa e de grande porte.
O comunicado oficial ressaltou o lado pessoal do músico além dos palcos e longe das turnês mundiais. “Phil era um marido dedicado, um pai incrível e um avô orgulhoso e amoroso, carinhosamente conhecido como ‘Bampi’. Ele era profundamente amado por todos que o conheciam e fará uma falta imensa”, completaram os familiares.
Início no rock e a grande oportunidade
Originário de Pontypridd, no País de Gales, Campbell começou a tocar guitarra aos 10 anos de idade. Com apenas 13 anos, já estava se apresentando regularmente com bandas locais em pubs. Sua carreira no heavy metal começou a se consolidar em 1979, quando fundou a banda Persian Risk.
O grande ponto de virada em sua carreira aconteceu em 1984, durante as audições para o Motörhead para substituir o guitarrista Brian Robertson. Foi quando a banda decidiu contratá-lo juntamente com Michael “Würzel” Burston. Sua entrada no grupo marcou um destino peculiar para o galês, que aos 12 anos havia solicitado um autógrafo ao vocalista Lemmy Kilmister após um show da banda anterior do artista, Hawkwind.
Apesar da sonoridade pesada e suja do Motörhead, que influenciou toda uma geração thrash como o Metallica, as raízes musicais de Campbell eram diferentes. “Nunca me vi como um músico técnico. Provavelmente tenho a mão direita mais lenta do mercado”, confessou em uma entrevista à revista Total Guitar. “Minha zona de conforto é muito volume e muito blues.”
O legado ao lado de Lemmy
A fórmula musical deu certo e ele permaneceu na formação por 31 anos, gravando um total de 16 álbuns. A partir de 1995, tornou-se o único guitarrista do grupo até o encerramento das atividades em 2015, causado pelo falecimento de Lemmy.
Seu primeiro álbum completo com a banda foi o clássico “Orgasmatron” (1986) e o último foi “Bad Magic” (2015). O músico creditava a longa duração na banda à genuína camaradagem entre os membros. “Acreditávamos uns nos outros. Componíamos música para nós mesmos, não para os fãs ou gravadoras”, explicou em uma entrevista.
Últimos projetos
Após o término do Motörhead, o guitarrista fundou a Phil Campbell and the Bastard Sons, uma banda composta por seus três filhos e o vocalista Neil Starr. O grupo lançou quatro álbuns e compartilhou palcos com bandas renomadas como Guns N’ Roses e Saxon. Em fevereiro deste ano, Campbell teve que cancelar apresentações na Austrália e Europa por questões de saúde, enquanto trabalhava em novo material com o cantor Julian Jenkins.
