O Diabo Veste Prada 2″ brilha como o grande destaque das novas estreias nos cinemas
Na programação cinematográfica desta quinta-feira (30/4), destaca-se a estreia de “O Diabo Veste Prada 2”, a tão esperada sequência do filme de 2006 que reúne novamente Meryl Streep e Anne Hathaway. Assim como seu antecessor, o longa promete influenciar tendências de moda. Outros lançamentos estão distribuídos em circuitos limitados, englobando desde animações até dramas nigerianos, entre os quais se sobressai um novo projeto do renomado Ruy Guerra e um documentário restaurado que apresenta o único concerto completo da carreira solo de John Lennon. Confira os detalhes a seguir.
🎞️ O DIABO VESTE PRADA 2
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A sequência tão aguardada retoma a narrativa do clássico de 2006, agora explorando as transformações drásticas no mercado editorial. Miranda Priestly (Meryl Streep) permanece em sua posição na revista Runway, mas enfrenta as dificuldades impostas pelo declínio da mídia impressa. Para tentar revitalizar a publicação em um cenário digital desfavorável, o proprietário da revista traz de volta Miranda e sua ex-assistente Andrea Sachs (Anne Hathaway), agora uma jornalista premiada. A dinâmica entre elas continua similar, com Andrea lutando para conquistar a aprovação de Miranda, que mal se recorda dela.
Durante suas coberturas internacionais nos principais desfiles de moda, as duas tentam encontrar soluções para salvar a revista e acabam cruzando caminhos com outra ex-assistente de Miranda, Emily Charlton (Emily Blunt). Esta antiga subordinada se tornou uma executiva poderosa em um grupo de luxo e controla o orçamento publicitário que a Runway precisa desesperadamente para evitar a falência.
O elenco também traz de volta Nigel (Stanley Tucci), que busca dar uma orientação fashion a Andy, além de contar com novos rostos como Justin Theroux (“Fallout”), Simone Ashley (“Bridgerton”), Kenneth Branagh (“A Noite das Bruxas”), Lucy Liu (“Kill Bill”) e Lady Gaga (“Casa Gucci”), que ainda gravou a canção tema “Runway” em colaboração com a rapper Doechii. A direção e o roteiro são assinados pelos mesmos criadores do primeiro filme: o diretor David Frankel e a roteirista Aline Brosh McKenna.
🎞️ EXIT 8
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Baseado no jogo japonês homônimo, este suspense se desenrola em um único ambiente: um corredor de metrô interminável, que desafia as percepções sensoriais do protagonista interpretado por Kazunari Ninomiya (“Cartas de Iwo Jima”). Ele se vê perdido e preso em uma estação subterrânea onde deve seguir duas regras básicas para sobreviver: retornar imediatamente caso perceba alguma anomalia no corredor ou avançar se tudo parecer normal. Um deslize pode levá-lo ao início do ciclo novamente, testando sua percepção e sanidade incessantemente.
A direção e o roteiro são elaborados por Genki Kawamura (“A Hundred Flowers”), que explora o conceito de sobrevivência através da atenção meticulosa aos detalhes; qualquer anomalia visual sinaliza um perigo iminente. A cinematografia acentua a estagnação e utiliza iluminação fluorescente para intensificar o desconforto psicológico.
O filme fez sua estreia na seleção Midnight Screening do Festival de Cannes em 2025, focado em produções de gênero, recebendo reconhecimento imediato com uma aprovação de 93% no Rotten Tomatoes.
🎞️ THAT TIME I GOT REINCARNATED AS A SLIME – O FILME: LÁGRIMAS DO MAR AZUL-CELESTE
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Esta animação japonesa é inspirada na célebre série de light novels de Fuse, um dos maiores sucessos do gênero isekai no Japão, sendo um derivado da série anime homônima agora na quarta temporada disponível na Crunchyroll. A premissa é inusitada: um homem reencarna em um mundo fantástico como um slime, considerado uma das criaturas mais fracas. Contudo, ele adquire habilidades únicas que lhe permitem absorver outras criaturas e replicar seus poderes, iniciando uma jornada ascendente. Ao longo da série, ele retoma sua forma humana após absorver uma garota e estabelece alianças entre diferentes raças para criar sua própria comunidade enquanto lida com conflitos políticos e militares nesse universo fantástico.
No filme, aprofunda-se o sistema mágico e as nuances diplomáticas da saga ao introduzir uma civilização submarina cujos conflitos internos ameaçam o equilíbrio do universo original. Produzido pelo estúdio Eightbit — responsável pela série — destaca-se pela evolução na animação ao explorar novas dinâmicas visuais dentro do ambiente aquático. O roteiro mescla aventura com reflexões sobre responsabilidade governamental e preservação de ecossistemas sagrados. Este longa chega aos cinemas brasileiros após expressivo sucesso nas bilheteiras japonesas, solidificando ainda mais o êxito da franquia.
🎞️ A FÚRIA
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Dirigido e escrito pelo renomado Ruy Guerra (“Os Cafajestes”), que atualmente tem 94 anos, “A Fúria” revisita o contexto político já abordado pelo cineasta em seus trabalhos anteriores, completando uma trilogia iniciada com “Os Fuzis” (1964) e “A Queda” (1977).
A trama gira em torno de um homem acreditado como morto (Ricardo Blat), que retorna à vida buscando vingança contra seus algozes — interpretados por Lima Duarte e Daniel Filho — enquanto enfrenta uma sociedade muito mais corrompida do que lembrava. Ele é acolhido por três mulheres representativas da resistência: uma deputada promissora (Grace Passô), uma líder paramilitar (Lux Nègre) e a neta de um dos antagonistas (Simone Spoladore), formando assim um painel alegórico sobre impunidade, renovação política e decadência.
Premiado como Melhor Direção no Festival de Brasília, o filme conta com a co-direção da roteirista Luciana Mazzotti — ex-mulher do diretor — que assumiu partes das filmagens nas quais Guerra não pôde participar devido à idade avançada. Essa situação gerou polêmica envolvendo acusações mútuas sobre misoginia por parte dos produtores e alegações contra Mazzotti sobre assédio moral por parte do montador. Os bastidores dessa produção parecem dignos de um filme à parte.
🎞️ O RISO E A FACA
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Sérgio (Sergio Coragem, “Verão Danado”) é um engenheiro ambiental que viaja até uma grande cidade na África Ocidental para trabalhar na construção de uma estrada conectando desertos à selva. Durante sua estadia lá, ele se envolve romanticamente em relações complexas com dois moradores locais: Diára e Gui. O longa-metragem do português Pedro Pinho é inspirado na música homônima de Tom Zé e investiga as dinâmicas neocoloniais além da solidão enfrentada pela comunidade expatriada.
Com impressionantes 211 minutos de duração, a narrativa aborda questões identitárias e aspectos queer nas relações interpessoais enquanto critica a presença estrangeira nos territórios africanos. Este filme destacou-se nos festivais europeus antes mesmo da estreia comercial oficial. Sua apresentação ocorreu na mostra Um Certo Olhar em Cannes depois que Pedro Pinho já havia sido laureado anteriormente no festival com “A Fábrica de Nada” (2017), resultando também no prêmio para Cleo Diára como Melhor Atriz nessa seção.
🎞️ A SOMBRA DO MEU PAI
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No contexto agitado das eleições anuladas na Nigéria em 1993, Sope Dirisu (“Slow Horses”) interpreta um pai que percorre Lagos acompanhado por seus dois filhos pequenos. Essa jornada se torna emocionalmente intensa ao expor as camadas do silêncio paternal e das memórias familiares nesse cenário caótico.
A obra trata dos impactos das convulsões políticas nas relações familiares afetadas pela distância emocional. Descrita como semiautobiográfica pelo cineasta estreante Akinola Davies Jr., esta produção marcou história ao ser o primeiro longa nigeriano selecionado para competir oficialmente no Festival de Cannes.
🎞️ MÃE E FILHO
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Mahnaz é uma enfermeira viúva de 45 anos que cria seus filhos sozinha enfrentando os desafios impostos pelo comportamento rebelde do filho adolescente suspenso da escola enquanto planeja seu segundo casamento. Um trágico acidente muda radicalmente essa dinâmica familiar levando-a a buscar justiça intensamente. Este filme representa a segunda participação do diretor Saeed Roustayi na competição principal do Festival de Cannes em 2025.
A produção marca a quarta obra do iraniano Roustayi, conhecido pelos filmes “Irmãos Leila” (2022), também apresentado em Cannes, e “A Lei de Teerã” (2019). O elenco inclui Parinaz Izadyar (“Pig – Uma Comédia Matadora”) junto com Payman Maadi (“A Separação”).
🎞️ 2DIE4: 24 HORAS NO LIMITE
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Este documentário brasileiro marca a estreia no formato Imax sob a direção dos irmãos Salomão e André Abdala (“O Rastro”), acompanhando o piloto brasileiro Felipe Nasr durante a icônica corrida das 24 Horas de Le Mans. Filmado integralmente durante a prova real sem uso de atores profissionais ou CGI — toda tensão narrada através das paradas nos boxes até condições climáticas adversas foi capturada em tempo real.
A câmera segue Nasr enquanto ele parte para esta corrida desafiadora vindo numa posição desfavorável devido a problemas mecânicos durante as qualificações após ter registrado tempos impressionantes nos treinos livres. Ao longo da competição ele precisa superar mais de vinte posições enquanto lida com trocas complicadas sob chuva intensa além das difíceis decisões estratégicas onde qualquer erro pode ter consequências fatais. Sua luta épica junto aos colegas revela uma narrativa poderosa sobre superação ao longo deste documentário.
🎞️ POWER TO THE PEOPLE
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Este documentário musical oferece uma versão restaurada da histórica apresentação realizada por John Lennon e Yoko Ono no Madison Square Garden em 1972 — único concerto completo da carreira solo do ex-integrante dos Beatles. Utilizando imagens raras nunca vistas antes combinadas com áudio remasterizado, o filme retrata o evento beneficente “One to One”, criado para apoiar crianças com deficiências mentais.
A produção mostra todo o processo técnico envolvido nos ensaios da banda Elephant’s Memory até culminar na apresentação que uniu ativismo social ao rock experimental durante essa fase marcante para Lennon que estava promovendo seu álbum “Some Time in New York City”, lançado naquele mesmo ano. Este disco tinha forte conteúdo político incluindo canções emblemáticas como “Woman Is the Nigger of the World”, “Attica State”, “The Luck of the Irish” entre outras protestos sociais importantes.
A obra anterior à esse lançamento foi “Imagine” (1971). Enquanto “Imagine” consolidou Lennon como símbolo mundial pela paz e amor universais , as músicas apresentadas nos shows realizados durante os anos setenta refletiam seu engajamento mais intenso nas questões políticas contemporâneas destacando mensagens impactantes antes do afastamento definitivo dele dos palcos musicais.
