Tom Cruise surpreende em nova atuação nos cinemas, segundo o Guia da Pipoca
A programação cinematográfica desta quinta-feira (1/10) traz à tona o controverso filme “Digger”, onde Tom Cruise, conhecido por seus papéis de ação, assume uma caricatura em uma sátira social repleta de efeitos prostéticos e influências do cinema de arte. As estreias são bastante variadas e competitivas, incluindo desde o primeiro longa da “Galinha Pintadinha” até a nova adaptação de um romance da autora de “É Assim que Acaba”, além da continuação de “A Queda” e um thriller genérico de ação. Em circuito restrito, há também o relançamento do clássico “Ram” de Akira Kurosawa, que é um tributo a Hyldon, junto com um novo documentário dos vencedores do Oscar por “Sem Chão”, que aborda Israel.
🎞️ DIGGER
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Após anos interpretando heróis que salvam o mundo, Tom Cruise decide virar o jogo em uma sátira ambiental dirigida por Alejandro González Iñárritu (“Birdman”). Distante do icônico Ethan Hunt da franquia “Missão: Impossível”, ele se transforma em Digger Rockwell, um magnata do petróleo egocêntrico cuja exploração gera uma crise ambiental global.
No elenco, Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”) vive um cientista empenhado em evitar a catástrofe, enquanto John Goodman (“O Grande Lebowski”) é o presidente dos Estados Unidos. Sandra Hüller (“Anatomia de uma Queda”), Michael Stuhlbarg (“Me Chame pelo Seu Nome”) e Jesse Plemons (“Tipos de Gentileza”) completam o time.
Filmado em VistaVision por Emmanuel Lubezki (“O Regresso”), o filme se assemelha a uma versão contemporânea de “Dr. Fantástico”, abordando a crise climática com misturas de comédia absurda e apocalipse. As opiniões da crítica estão polarizadas: alguns veem ousadia na caricatura enquanto outros consideram o filme ruidoso e superficial. Com 52% de aprovação no Rotten Tomatoes após mais de 100 críticas, a campanha publicitária tem explorado essa divisão nas avaliações.
🎞️ VERITY
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Após o sucesso estrondoso de “É Assim que Acaba”, Hollywood retorna à obra de Colleen Hoover, desta vez sem os elementos românticos habituais. Michael Showalter (“Doentes de Amor”) adapta o thriller psicológico mais sombrio da autora com Anne Hathaway (“O Diabo Veste Prada”), Dakota Johnson (“Madame Teia”) e Josh Hartnett (“Armadilha”) em uma trama onde sexo e desconfiança andam lado a lado.
Johnson interpreta uma escritora em dificuldades contratada para finalizar as obras de Verity Crawford, famosa autora interpretada por Hathaway que ficou incapacitada após um acidente. Ao se instalar na casa dela, descobre um manuscrito perturbador que levanta dúvidas sobre a veracidade das confissões contidas nele, enquanto se aproxima do marido da escritora, vivido por Hartnett.
Showalter incorpora referências ao suspense gótico como “Rebecca” e intensifica os elementos eróticos presentes no livro, incluindo uma interação improvisada entre as personagens interpretadas por Hathaway e Johnson. O enredo central mantém a mesma premissa que fez do romance um best-seller: não há uma versão totalmente confiável dos fatos apresentados.
🎞️ A QUEDA 2: NO LIMITE
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No primeiro filme “A Queda”, a tensão gerada pela vertigem foi explorada ao máximo ao prender duas mulheres no topo de uma torre de 600 metros. A sequência muda o cenário para uma passarela nas montanhas da Tailândia, mas mantém a mesma estratégia: alturas extremas e espaço escasso para movimentação forçam as protagonistas a encontrar soluções antes que água ou sorte se esgotem.
Harriet Slater (“Outlander: Blood of My Blood”) interpreta uma jovem ainda lidando com a perda da irmã no filme anterior. Ela decide realizar com Luce, personagem vivida por Arsema Thomas (“Rainha Charlotte”), uma aventura inacabada pela falecida. Um deslizamento destrói parte da travessia no Monte Kwan, isolando-as centenas de metros acima do chão. Tom Brittney (“Grantchester”) completa o elenco principal.
A direção fica a cargo dos irmãos Michael e Peter Spierig (“O Predestinado”), que preservam os elementos criados por Scott Mann no primeiro longa. Essa repetição garante novas cenas impactantes relacionadas à vertigem, mas também diminui a surpresa e introduz complicações artificiais para aumentar o nível de perigo. A recepção crítica reflete essa perda da novidade com 53% de aprovação no Rotten Tomatoes, elogiando a tensão física mas fazendo ressalvas sobre a repetição da fórmula original.
🎞️ PROTOCOLO DE EXTERMÍNIO
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Após dirigir grandes batalhas em “Godzilla vs. Kong” e “Godzilla e Kong: O Novo Império”, Adam Wingard retorna às raízes com filmes menores que marcaram sua carreira inicial como “Você é o Próximo” e “O Hóspede”, focando em ação intensa e terror. Produzido pela A24, este projeto busca unir as qualidades adquiridas nos blockbusters à liberdade criativa típica dos filmes B sem franquias.
Adria Arjona (“Assassino por Acaso”) interpreta uma atiradora do Exército que precisa proteger sua filha depois que supersoldados geneticamente modificados escapam de uma instalação no deserto. Dan Stevens (“O Hóspede”) faz o papel do cientista envolvido no experimento, enquanto Rebecca Hall (“Godzilla vs. Kong”), Drew Starkey (“Queer”) e Alex “Poatan” Pereira também fazem parte do elenco.
Wingard combina elementos do gênero slasher com ficção científica e ação militar em um tributo explícito aos filmes dos anos 1980 nos Estados Unidos. Contudo, apesar das promessas incitantes, o resultado final não entrega tanto quanto esperado. O filme se destaca pela atuação de Arjona nas cenas de ação, mas peca por falta de originalidade.
🎞️ GALINHA PINTADINHA – O FILME
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Duas décadas após seu surgimento acidental no YouTube, a Galinha Pintadinha finalmente estreia seu primeiro longa-metragem. Esta personagem brasileira se transformou em um fenômeno infantil global com conteúdos traduzidos para dez idiomas e acumulando mais de 50 bilhões de visualizações nos canais oficiais até agora; sua força sempre esteve centrada nas músicas curtas.
Juliano Prado e Marcos Luporini dirigem esta nova aventura que começa com uma troca inusitada de ovos – uma cegonha atrapalhada deixa o Pintinho Amarelinho no ninho errado e leva para casa da Galinha Pintadinha o ovo equivocado. Agora cabe à mãe atravessar a floresta para recuperar seu filhote perdido.
A principal mudança reside na narrativa: personagens originalmente criados para canções curtas precisam agora sustentar uma história completa repleta de conflitos e desenvolvimento dramático. O filme mantém simplicidade visual voltada para crianças pequenas sem tentar amadurecer junto aos espectadores mais velhos que acompanharam a personagem desde sua criação há vinte anos atrás.
🎞️ RAN
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Akira Kurosawa adaptou Shakespeare para ambientar sua história no Japão feudal criando um dos maiores épicos da sua carreira cinematográfica. Com restauração em 4K realizada recentemente, este clássico lançado em 1985 transforma “Rei Lear” numa narrativa rica sem apenas substituir reis ingleses por samurais – inclui aspectos do teatro Nô, guerras entre clãs e uma visão sombria sobre poder familiar e violência.
Tatsuya Nakadai (“Kagemusha”) dá vida ao personagem Hidetora, um senhor feudal envelhecido que decide dividir suas terras entre seus três filhos apenas para descobrir rapidamente que transferir autoridade não garante lealdade duradoura. Essa escolha provoca traições sangrentas culminando numa disputa dinástica onde Mieko Harada (“Sonhos”) desempenha um papel crucial como Lady Kaede na busca por vingança.
Kurosawa retrata os exércitos como manchas coloridas distantes durante as batalhas, quase como se estivesse observando a humanidade autodestruir-se sem qualquer intervenção possível. A restauração enfatiza esse aspecto visual impressionante realizado sob supervisão de Masaharu Ueda, diretor de fotografia associado ao projeto original. Quarenta anos depois, embora sua escala permaneça monumental, é notável como conceitos simples como transferência de poder revelaram-se cruéis – entregar liderança não encerra conflitos; apenas determina quem dará início à próxima guerra.
🎞️ NAZA
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Dentre os quatro cineastas responsáveis pelo documentário vencedor do Oscar “Sem Chão”, dois retornam para abordar novamente o conflito israelo-palestino sob outro ponto de vista impactante. Yuval Abraham e Rachel Szor deixam a Cisjordânia para gravar em Tel Aviv entrevistas com militares e profissionais da inteligência sobre processos decisórios relacionados aos ataques na Faixa de Gaza.
A gravação ocorre à noite em telhados com rostos ocultos e vozes modificadas onde os entrevistados discutem sistemas vigentes como vigilância digital avançada utilizada durante operações militares israelenses contribuindo assim para mortes civis elevadas durante esses ataques planejados. Embora as identidades anônimas limitem avaliações individuais das declarações feitas pelos entrevistados, muitas delas são respaldadas por investigações anteriores veiculadas pelo Guardian entre outros veículos relevantes.
Produzido pelo jornal britânico Guardian juntamente com equipe envolvida na produção do filme “Zona de Interesse”, este documentário conquistou prêmio especial no Festival Internacional de Cinema de Veneza provocando reações políticas intensas em Israel onde autoridades acusaram os cineastas não apenas pela temática abordada mas também pediram punições contra eles devido às revelações contidas no material apresentado.O estilo austero evita transformar imagens bélicas em espetáculos sensacionalistas – quase todo horror emerge pela descrição objetiva dos envolvidos dentro desse sistema opressivo.
🎞️ AS DORES DO MUNDO: HYLDON
Ao lado dos icônicos Tim Maia e Cassiano durante os anos 1970 Hyldon contribuiu significativamente à formação do soul brasileiro mas nunca teve seu nome tão celebrado publicamente quanto seus colegas.Criado por Emílio Domingos (“Chic Show”, “Black Rio! Black Power!”) junto com Felipe David Rodrigues este documentário resgata os cinquenta anos da famosa canção “Na Rua Na Chuva Na Fazenda” trazendo Hyldon novamente ao centro das atenções.
A narrativa abrange desde sua infância no sertão baiano até alcançar sucesso musical no Rio através das canções marcantes “Na Rua Na Chuva Na Fazenda”, “As Dores Do Mundo”, “Acontecimento” ,e “Na Sombra De Uma Árvore”.Hyldon é acompanhado por depoimentos valiosos pessoas como Wanderléa,Sandra Sá,Liniker ,Arnaldo Antunes ,Mano Brown ,e Seu Jorge durante todo documentário p >
Diferente das produções convencionais,o trabalho busca unir biografia musical revelando histórias pessoais inspiradoras ligadas às composições além traçar perfil independente artista dificultaram algumas escolhas profissionais.Hyldon esteve presente nos festivais In-Edit Brasil,Festival Do Rio,e CineOP funcionado mais como um ajuste na percepção pública já popularizada pois várias suas músicas continuam sendo imensamente populares mesmo sem receber atenção equivalente . p >
